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1540 O papa aprova os jesuítas

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O papa aprova os jesuítas
Durante toda a historia da igreja, os momentos de frouxidão foram segu idos por novos esforços de reformar e de retornar à espiritualidade. Com o crescimento do protestantismo, a Igreja Católica — uma vez que fora confrontada por seus próprios erros, assim como pela perda de poder decorrente — começou a fazer algumas mudanças.
A Contra-Reforma resultante não significava que a Igreja Católica tivesse se voltado para o pensamento protestante. Contudo, ela tentou mudar o rumo das ofensas mais abusivas que eram rejeitadas até mesmo por aqueles que estavam na Igreja Católica e procurou reagir à eficiência do protestantismo em obter novos convertidos.
Como no passado, uma nova ordem, que enfatizava a necessidade de devoção e autonegação, emergiu nesse cenário. Seu fundador, Inácio de Loyola, era um soldado espanhol que fora atingido na perna por uma bala de canhão. Durante sua convalescença, ele leu um livro sobre a vida dos santos e deu início a um longo processo de busca, em que perscrutava sua alma. A partir disso, se tornou uma curiosa mistura de soldado, místico e monge.
Exercícios espirituais, o manual devocional que escreveu durante sua enfermidade, não apenas ajudou a desenvolver a fé em seus leitores como também enfatizou a obediência à igreja. Esses seriam os pontos-chave da Sociedade de Jesus, ou dos Jesuítas. Os jovens que Ignacio reuniu ao redor de si comprometeram-se a estar sob o comando do papa e a fazer tudo o que pudessem para expandir e preservar a Igreja Católica. Seus princípios incluíam obediência absoluta, inquestionável e quase militar ao papa, bem como os tradicionais votos de pobreza, de castidade e de obediência.
Os jesuítas apoiaram a educação, fundando muitas das melhores universidades da Europa. Os que se formavam nessas universidades tornavam-se formadores de opinião, mas possuíam uma maneira de pensar fortemente católica.
O papa Paulo m percebeu o potencial que os jesuítas tinham para conter a onda protestante. Sob suas ordens, trabalharam para trazer de volta ao catolicismo todos os governantes europeus. A liderança política definia a religião de um território. Assim, influenciar reis e príncipes para aceitar sua igreja significava obter mais seguidores, pois o povo seguia a inclinação religiosa de seus dirigentes.
Além de trazer de volta os que se afastaram do aprisco católico, os jesuítas alcançaram outras pessoas com um intenso programa de missões. Os jesuítas partiram para o exterior, enquanto os protestantes estavam preocupados em se estabelecer na Europa e em definir as bases de sua teologia. Espanha e Portugal, países extremamente católicos, expandiram seus territórios, e os jesuítas foram com eles para evangelizar os povos conquistados. Na época da morte de Loyola, em 1556, eles não apenas tinham alcançado praticamente todas as nações européias, mas também já haviam se espalhado pelo Japão, Brasil, Etiópia e África central. Francisco Xavier dedicou-se mais à expansão das missões no Japão, na índia, na Malásia e no Vietnã. Ele morreu tentando levar o evangelho à China. Os jesuítas eram os jovens mais refinados de sua época. A despeito da disciplina e do trabalho duro vinculado à devoção na ordem jesuíta, os jovens aderiam em grandes números. É difícil não admirar sua disposição de se sacrificar diante das muitas dificuldades.