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domingo, 31 de julho de 2016

Lição 9 - A Evangelização das Crianças,CPAD - Classe Adulto - 3º Trimestre 2016

                                                             Texto Áureo
"Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca." (Mt 18.14)

                                                          Verdade Prática
A evangelização das crianças é urgente, porque delas dependem o presente e o futuro do Reino de Deus



INTRODUÇÃO
Ao ordenar a pregação do Evangelho a toda criatura, Jesus referia-se também as crianças. Ele jamais as deixaria de fora, pois a vontade do Pai é que nenhuma delas se perca, mas que todas se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (l Tm 2.4). Vamos, em nossa ação evangelística, empregar todos os nossos recursos para conduzir as criancinhas a Cristo.
Quanto mais cedo elas forem evangelizadas, maior será a sua chance de escapar aos perigos físicos, morais e espirituais que as rodeiam. A evangelização dos pequeninos é mais do que prioritária; é urgentíssima

I – A CRIANÇA É PECADORA E PODE PERDER-SE
Enquanto a criança não entrar pela porta da salvação, a sua condição diante de Deus em nada difere da posição de um pecador adulto.
1. A criança é nascida em pecado
Em consequência do pecado de Adão, todos os seres humanos vêm ao mundo na condição de pecadores (Rm 5.12). Veja a confissão de Davi: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (SI 51-5).

2. A alma da criança está em perigo
O Senhor Jesus falou claramente acerca da salvação das crianças: "Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca" (Mt 18.14). Por que Jesus diria isto se não houvesse a possibilidade de os pequeninos se perderem? Sua declaração leva-nos a crer que a alma infantil está em perigo. Pense nisso.

3. A questão da inocência
O bebé é inocente apenas no sentido de que não tem consciência do pecado, por ser, ainda, mental e moralmente incapaz de praticá-lo. Embora portador do pecado original, não tem o pecado experimental. Por isso, dizemos que a criança está na "idade da inocência". Se ela vier a morrer nesse estado, irá para o céu, porquanto Deus não leva em "conta os tempos da ignorância" (At 17.30a).
Todavia, a partir do momento em que a criança passa a distinguir entre o bem e o mal, torna-se culpada de seus erros e enquadra-se no restante do versículo: "anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam" (At 17.30b)

PONTO CENTRAL

A evangelização das crianças é ur­gente, pois Deus almeja a salva­ção delas.

SÍNTESE DO TÓPICO I
As crianças também são pecadoras e podem perder-se. Precisamos levar a elas as Boas - Novas
II. A CRIANÇA PODE CRER E SER SALVA
A Bíblia comprova que a criança pode arrepender-se de seus pecados, cere em Jesus, recebe-lo pela fé e ser salva.
1. Os pequeninos creem em Cristo
Jesus que sonda mentes e corações, testemunha a capacidade de os pequeninos crerem em seu nome: "E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles" (Mt 18.2).
Logo a seguir, advertiu: "Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar" (Mt 18. 6).
Pelo que observamos no relato de Marcos, a criança que Jesus tomou como exemplo era pequena, porque Ele a pegou no colo (Mc 9.36). Sua tenra idade, porém, não constituiu qualquer obstáculo para que ela cresse em Cristo.

2. As crianças das cartas bíblicas
Paulo inicia a Epístola aos Efésios saudando os "santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus" (Ef 1.1). Ao final da carta, ele recomenda aos filhos que sejam obedientes aos pais (Ef 6.1).
Logo, a mensagem do apóstolo destinava-se também às crianças que, na introdução da carta, foram incluídas entre os santos e fiéis.
Quem ainda duvida de que uma criança possa experimentar a alegria da salvação? Jesus as salva e batiza-as com o Espírito Santo.

3. Outras crianças da Bíblia
Timó­teo era apenas um menininho quando aprendeu as sagradas letras (2 Tm 3.15). E, mais tarde, ao ouvir o Evangelho através de Paulo, aceitou prontamente Cristo, tornando-se útil ao Reino de Deus (At 16.1-4; 2 Tm 3.14-17).
No Antigo Testamento, também encontramos crianças que conheciam a Deus e fielmente o serviam. Haja vista Miriã, irmã de Moisés, Samuel e a escrava de Naamã (Êx 2.4-8; l Sm 2.11,18,26; 2 Rs 5.2,3)

SÍNTESE DO TÓPICO II
A criança pode crer e ser salva em Jesus Cristo
III - COMO EVANGELIZAR AS CRIANÇAS
Neste tópico, veremos que pode­mos evangelizar as crianças através da Escola Dominical, da alfabetização, da Escola Bíblica de Férias e da evangeli­zação personalizada.
1. Escola Dominical
Fundada pelo inglês Robert Raikes, em 1780, o objetivo inicial da Escola Dominical foi a evangelização dos menores que viviam nas ruas da cidade de Gloucester.
A iniciativa de Raikes foi tão bem-sucedida, que serviu de modelo ao serviço de ensino público do Reino Unido. Que as escolas dominicais pos­sam trabalhar, em regime prioritário, em prol da evangelização infantil.

2. Alfabetização evangelizado­ra
Robert Raikes não se limitou a evangelizar as crianças de Gloucester. Juntamente com a Palavra de Deus, ensinava-as a ler e a escrever, a fim de as engajarem na sociedade inglesa.

3. Escola Bíblica de Férias
Preocupada com as crianças que, no período das férias escolares, perambulavam pelas ruas de Nova York, a irmã Elisa Hawes resolveu, em julho de 1898, reuni-las para ensinar-lhes a Bíblia Sagrada. Aqueles meninos e meni­nas, dos 7 aos 14 anos, tomaram um novo rumo em suas vidas. A partir daquela data, a Escola Bíblica de Férias passou a ser vista como parte essencial das missões urbanas.
No Brasil, a primeira EBF foi realizada em 1924, no Colégio Americano Batista de Vitória - ES. Na evangelização das crianças, utilize a EBF

4. Evangelização infantil perso­nalizada
Desenvolva, em sua igreja, a evangelização infantil personalizada. Cada criança deve ser conhecida por seu nome, por seus problemas e por sua realidade social.
Saia às ruas, pra­ças e outros logradouros, e reúna os pequeninos para ouvir a maravilhosa história da salvação. Mas, antes, treine adequadamente a sua equipe. Não esqueça o discipulado. Acompanhe cada criança convertida. Seja o seu pai espiritual

SÍNTESE DO TÓPICO III
As crianças podem ser evangeliza­das na Escola Dominical, em classes de alfabetização e em Escolas Bíblicas de Férias.
CONCLUSÃO
Quando se ganha uma criança para Jesus, conquista-se uma vida toda de realizações para o Reino de Deus. Então, por que esperar? Vamos investir mais na evangelização infantil. Para isso, os pro­fessores de educação infantil precisam ser preparados e equipados com o que há de melhor nessa área. Treine profes­sores. Num momento tão difícil como o que atravessamos, não podemos deixar as crianças em poder de uma cultura anticristã, pecaminosa e contrária à moral e aos bons costumes. Salve os pequeninos do inferno. Jesus também morreu por eles